sexta-feira, 13 de novembro de 2009

A Viagem Prometida!

O REVIVER DE GRATAS RECORDAÇÕES.

Nenhum dos pontos mais negros da minha existência e são muitos, os trocaria pelo maior Jackpot de que há memória no Euromilhões. Os outros, são de valor incalculável, de números tão astronómicos que nenhuma máquina calculadora conseguiria realizar e apróximar-se do valor real. Uns e outros enchem o meu Armazém de Experiências e Sabedorias que me permitem partilhar sem correr o minímo perigo de erro, que permitam o insucesso ou desonestidade.
Este valor conseguido não está disponivel, nem ao alcance, em nenhuma área de Grande Superficie Comercial, ou locais de enormissimas dimensões, mas só possível de encontrar em grandes corações. Valor humano que supera o valor material.
Se á mulher de César, não bastava ser honesta, tinha que parecê-lo, aos solidários esse valor ilumina quem dele necessita.
Talvez seja injusto da minha parte falar assim, já que continuo a muito receber diáriamente para o pouco que dou, segundo o meu cálculo. Esforço-me por, em cada dia que vivo, dar o melhor de mim, mas talvez esse melhor que julgo poder ter dado possa ter sido muito pouco e que com mais dinâmica poderia ter dado muito mais.
Vou a caminho dos vinte e três em que procuro viver um dia de cada vez. Escolhi o dia de hoje, para tudo dar. Sempre e só no dia de hoje. O ontem já passou e ficaram armazenadas, o que de positivo ou negativo deixei feito. O amanhã quando chegar será o hoje e então sim. Uma nova tentativa de fazer mais e melhor.
Já que convictamente sei que inteligente é quem repete erros novos e não quem repete os erros velhos. Se tempos houve que apressadamente me fui matando, hoje tudo procuro fazer com dignidade e amor para estar de bem com a vida. Para esta luta constante, tenho necessitado e cada vez mais vou precisar destes preciosissimos utensilios, pois quem vai para o mar ou rio tem de aviar-se em terra.
Um bom Marinheiro precisa de ter:
- A Unidade, antiquíssima, mas saudosa e acolhera. Tenho a casa dos meus pais.
- A Embarcação. Tenho o meu Balboeiro, de nome "O Marinheiro".
- A Espadela. Tenho a minha cara-metade, Lúcia "Dois Remos" e tenho ainda as minhas lindas meninas, Catarina Eufêmia e Carla Rocha.
- O Mastro. O Pescador Barqueiro, meu pai Agostinho Ferreira, que leva ainda a Chumbeira e a Mugeira.
- A Vela. O meu primo Alberto, para ambos irmos de novo roubar as uvas "Quilhão de Galo" á Quinta do Narciso e roubar o dinheiro do peixe para comprar cigarros "Fortes".
- As Pegas. O meu Tio Luís Gordinha e o Manel Venâncio, enquanto esperam que a gente regresse da venda do peixe e de roubar as uvas.

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